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O veículo deve ser realinhado a cada troca de pneus

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O uso do automóvel na estrada desalinha o veículo, não permitindo desempenho máximo do pneu. Para corrigir esse problema, é preciso refazer a geometria e balanceamento do veículo, feito em cima de dados que a montadora fornece e que variam conforme o modelo. Carro alinhado garante estabilidades, especialmente em curvas.

A recomendação é de que o veículo passe por geometria a cada 10 mil quilômetros rodados. Por dados da GIPA, de 2006, a média rodada pelo brasileiro é de 13,275mil km/ano.

A falta de verificação degrada a suspensão.

Por que usar a pressão correta?

A vida útil do pneu é determinada pelo alinhamento do veículo e pela pressão de pneu recomendada pelo fabricante. Pneu cheio ou vazio demais pode desgastar de forma desigual a borracha.

A pressão ideal pode ser encontrada no manual do automóvel. É recomendada a verificação semanal ou quinzenal da pressão e calibragem.

Como fazer o rodízio dos pneus?

Para otimizar o uso dos pneus, o rodízio deve ser feito de maneira unidirecional. Ou seja, os que estiverem sendo usados na parte traseira apenas passam para frente, no mesmo lado do veículo. Não é recomendada a troca cruzada, pois é possível que haja desgastes irregulares. O rodízio unidirecional evita que o veículo seja puxado pelo pneu mais desgastado.

Uso dos pneus automotivos

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 Os pneus são o contato dos carros com a realidade. Mesmo assim, passam despercebidos para muitos motoristas, mais do que se imagina. Um terço dos proprietários de veículos de passeio nos principais mercados da América Latina trafega com pressão baixa em pelo menos um deles.

E um em cada 6 motoristas dirigem o veículo com pneus abaixo do limite mínimo de segurança, ou 10 psi abaixo do recomendado pelo fabricante do veículo. E essa despreocupação não chega a ser exclusividade dos chamados mercados emergentes. Uma espécie de blitz da Michelin em 18 países europeus revelou que 66% dos veículos rodavam com pneus com baixa pressão. Um erro que, compromete a segurança do veículo, aumenta o consumo de combustível e desgasta prematuramente os pneus. Mas que também afeta outros componentes do carro, desde a suspensão até encaixes do habitáculo.

O descaso mais comum é com a calibragem. Além de desgastar mais, a baixa pressão aumenta a temperatura interna do pneu e deixa o equipamento mais vulnerável a impactos, pois a borracha sofre uma compressão maior quando cai em um buraco, o que aumenta o risco de rompimento da estrutura interna. Ao mesmo tempo, desgasta mais as extremidades do pneu. A pressão maior que a recomendada no Manual do Proprietário, por sua vez, além de aumentar o desgaste no centro da banda, afeta até mesmo o conforto.

O veículo passa a vibrar mais, o que pode ocasionar folgas de peças internas e diminuir a durabilidade de molas e amortecedores. Pneu é parte da suspensão. É como se enrijecesse toda a suspensão do veículo.

Mas também há mudanças de aros de rodas e perfis de pneus, que são um verdadeiro pesadelo para os engenheiros automotivos. É comum se deparar com carros compactos com rodas enormes e com pneus com perfil muito baixo. A procura por um visual mais esportivo através das rodas, porém, potencializa os problemas. Como foge das especificações, compromete itens como suspensão e até a dirigibilidade do veículo. O ideal para se mudar os diâmetros de rodas e pneus seria, em conjunto, alterar discos de freio, amortecedores, molas, entre outros. Se o diâmetro é muito alterado, é importante procurar profissionais especializados que adequem o conjunto aos novos aros.

Calibragens desiguais entre os pneus também afetam outras peças do veículo. Em um mesmo eixo, um pneu com pressão elevada e outro abaixo da especificação força o diferencial do veículo. E todos os fatores incidem inevitavelmente no fator segurança. A baixa pressão força um desgaste maior dos ombros dos pneus, compromete a estabilidade em curvas e torna a direção mais pesada. No outro extremo, o excesso de pressão causa desgaste mais acentuado no centro da rodagem e pode ocasionar rachaduras na base dos sulcos, além de ficar mais propenso a estouros por impacto e perfuração por objetos.

Mitos e verdades: Pneus automotivos

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Se o pneu estiver careca, está na hora de trocá-lo!

Verdade. Para saber a hora de trocar, basta observarmos o indicador chamado TWI, uma pequena saliência que se encontra no meio do desenho da banda de rodagem, que é a única parte do pneu que toca diretamente o solo. No momento em que o desgaste do pneu alcança esse relevo, o pneu encerra a sua vida útil. Essa durabilidade varia de acordo com o fabricante e o tipo de pneu. Um pneu pode durar de 30.000 km a 70.000 km rodados, e o que mais influencia nessa diferença é o tipo de composto utilizado na fabricação da borracha. Lembre-se também que quanto mais veloz e potente o carro, mais borracha natural é utilizada no composto da fabricação do pneu e, por consequência, maior é o seu desgaste, podendo às vezes não chegar a 15.000 km.

Ao trocar os pneus, é preciso realizar sempre a troca completa.

Mito. Em situações de desgaste normal, podemos optar também pela troca parcial dos pneus, mas que ela seja realizada nos dois pneus do mesmo eixo, para não gerar desequilíbrio entre as rodas, e sempre priorizando os pneus traseiros. Pois, em caso de uma manobra rápida ou estouro do pneu, podemos tentar controlar as rodas dianteiras com o volante, diferente do eixo traseiro que é fixo e, se estiver careca, derraparia sem controle.

Não existe problema em usar pneus de marcas e modelos diferentes.

Mito. Há problema sim, mas somente se usados no mesmo eixo, pois ainda com medidas iguais, o tamanho do pneu varia de um fabricante para o outro, tanto na altura como na largura. Mas, se for usada uma marca na frente e outra diferente atrás, não teremos problema.